sexta-feira, abril 30, 2010

Sob o jugo do verbo julgar

Foto: Maria Antonia Demasi

Julgou ser oportuno usar a palavra julgou.
Julgou não. Foi impelida a.
Os olhos já ardiam e pediam cama.
As costas também ardiam e pediam ficar na horizontal.
Mas então, surgiu o verbo julgar. Na forma passada.
Ela já estava passada. Mas inundada do som e da fúria de Faulkner.
Então cedeu. Julgou que mal não causaria se grudasse no papel, nos últimos minutos do dia 30 de abril de 2010, um julgamento.

2 comentários:

  1. Olá, Tonha.

    Cheguei ao seu blog por meio do blog da Ana Karine. Adorei tudo por aqui! Parabéns pela criatividade e pela sensibilidade dos seus escritos. Estou seguindo-te!

    Beijos
    Patrícia Lara

    ResponderExcluir
  2. amiga, vc é muito boa com as palavras, viu?!

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...